Domingo em clima família encerra Rock in Rio

Primeira atração do palco principal, o Paralamas do Sucesso não trouxe novidades e isso não foi exatamente um problema. Todo mundo, incluindo quem trabalha pesado dentro do evento, cantou todas as músicas do repertório, que incluiu “Aonde Quer Que Eu Vá”, “Melô do Marinheiro” e “Óculos”. Foi um show de comunhão, algo que no Brasil de hoje tem valor.

Até aí, os shows estavam dentro do esperado para a maioria, jovens adultos e pais e filhos, havia mais adolescentes do que crianças. Porém outro grupo se distinguia: os roqueiros mais velhos. Eram minoria e foram reverenciar o King Crimson, expoente do rock progressivo, formado em 1969 e em sua primeira passagem pelo Brasil. Um show bastante conceitual com três baterias na linha de frente, uma escolha ousada para um dia tão pop.

Imagine Dragons reforçou a vibe suave da noite, com um show de simpatia do vocalista Dan Reynolds, que fez declarações de amor ao público e ao Brasil (o pai dele viveu por dois anos aqui) e se enrolou em uma bandeira de arco-íris, incentivando todo mundo a ser o que é.

Já o Muse fez um grande espetáculo, com efeitos luminosos, projeções caprichadas e chuva de papel, além de um gigantesco marionete que surgiu na sequência final. O público respondeu, ora acendendo o celular ora batendo palma e pulando ensandecidamente.

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